27.5.17

+eu ♥ relógios


Já lá vai o tempo em que eu não dispensava um relógio. Infelizmente, com a vaga dos telemóveis e com o tempo a passar mais apressado por estes lados, a opção relógio no pulso foi banida do meu ritual do quotidiano. Na verdade, mal tenho tempo para lavar a ponta do nariz, já nem coloco uns brincos, peça que tanto gosto e que raramente dispensava.
Tal como continuo a gostar de brincos também continuo a gostar de relógios de pulso.
Houve uma altura da minha adolescência que era fã da swatch, em particular dos pop-swatch, cheguei a tentar fazer coleção deles, mas era uma coleção um tanto dispendiosa para uma adolescente sem trabalho, fiquei-me por dois se não estou em erro. Sei que um escolhi  como prenda de aniversário, era bem pop e eu ADORAVA-O, lembro-me dele como se fosse hoje. O outro foi-me trazido pelos meus pais nas férias de Verão em que foram fazer mais uma viagem Europa fora com passagem pela  Suíça. Eu fiquei em casa a estudar para as provas específicas de acesso à Universidade. Estudar rouba-nos dias preciosos da nossa vida, dias que não voltam mais, por vezes é um esforço que acaba por ser compensado outras vezes sentimos que foi apenas uma perca de tempo, de vida e de experiências adiadas ou não mais vividas.

Voltemos aos relógios, hoje os gostos mudaram um bocadinho mas a Swatch continua a cativar-me pela variedade versus preço, agora que já não sou adolescente os valores não me parecem tão exorbitantes nem difíceis de alcançar. Não sendo a Swatch o que foi há duas décadas atrás, continua a criar designs para todos os gostos, já eu vou diversificando o olhar, babando nas montra com que me vou cruzando, sabendo que um relógio de pulso, talvez já não seja uma peça essencial como o foi há anos, mas continua a ser um acessório que admiro.




26.5.17

peça do mês

Um dia destes uma cliente pediu-me se eu não lhe podia vender o vaso com o cacto. Não foi a primeira e como não foi a primeira eu já tinha andado a pesquisar formas de fazer chegar um cacto juntamente com os vasinhos que eu faço. Falei com a cliente e decidimos experimentar. A experiência correu lindamente, a cliente ficou mega satisfeita e o cacto chegou ao seu destino são e salvo, assim como o vaso em perfeitas condições.
O momento foi de celebração e deu origem a este vaso da imagem que vem dar a cara aos novos kits diy que estão já disponíveis na loja Etsy e muito em breve também na página da [im]perfect no facebook. 



Sim, este mês tem sido pleno em novidades, a [im]perfect já navega a solo por uma das redes sociais mais baladas tendo-se destacado da página mãe: Cris Loureiro blogs.

A [im]perfect tem vindo a escolher e criar o seu próprio caminho e eu estou cada dia mais apaixonada por esta marca e imensamente entusiasmada com o seu futuro.

Hoje deixo-vos com este "you just made history" porque na verdade é mesmo isso que tem acontecido e porque é mesmo isso que irá acontecer quanto tu própria plantares o teu próprio cacto neste vaso [im]perfect.

kit diy: vaso à escolha + cacto + terra

Medidas do vaso:
altura exterior: 4.50cm
altura interior: 3.50 cm
diâmetro exterior: 8.50 cm
diâmetro interior 6.00 cm
todas as medidas são aproximadas e podem variar ligeiramente

O kit "planta você mesmo" está disponível aqui e custa £20.00 (cerca de €23) + portes de envio.

Decide qual vai ser o vaso do teu kit:



 Boas compras! ♥


 

25.5.17

a brincar com o perigo

O mundo está cada dia mais perigoso, cada dia mais distante do planeta terra idealizado em programas de natureza cândidos e séries televisivas onde tudo parece quase perfeito e onde não cabem problemas diários nem lutas inglórias; o mundo como o conhecemos está a regredir nos mais básicos direitos humanos, nos valores em que deveria assentar a fundação de nações livres e iguais em direitos e deveres.

É para mim, e possivelmente para muitos demais seres humanos, cada dia mais difícil de acreditar que um dia tudo será diferente e que poderemos deixar de viver em constantes sobressaltos, com medo de sair do conforto do lar, de termos o coração em constante aperto de cada vez que saímos para o trabalho, que vamos às compras, ao café, a um espectáculo ou ao cinema ou de cada dia em que os nossos andam pelo mundo. É incapacitante sentir que as acções humanitárias de muitos não suplantam o terror de guerras diárias, de conflitos socias, económicos, religiosos que nos entram por casa adentro sempre que ligamos a televisão para ouvir noticiários; o dia a dia vai-se transformando numa crónica impertinente de malfeitorias, num desenrolar de estatísticas mortais, no desespero constante de famílias destruídas, separadas, aniquiladas.
As gerações vindouras têm perante si desafios hercúleos e não creio que estejam totalmente apetrechadas para se conseguirem mobilizar, unir em torno do mais difícil preceito que neste momento falta: a liberdade de pensamento individual sem colisão com a liberdade do semelhante.

Estamos reféns de políticas onde impera o capital, o belicismo do mais forte, a economia do terror, a supremacia do dinheiro e onde o ser humano é moeda de troca, “carne para canhão” e onde os valores essenciais da democracia, da fraternidade e da igualdade são constantemente destruídos e usurpados pelas potências políticas mundiais.
E não me interpretem mal, pois também sou da opinião de que cada um de nós possa albergar pequenas culpas de como o mundo chegou a este extremo de negatividade, mas a maioria das decisões que competem à mudança radical necessária está nas mãos de uma classe política que urge modificar.

É tempo de nos unirmos mais, de nos sensibilizarmos com os que sofrem e dizer que basta!
É o momento agora de nos transformarmos e sermos líderes dos nossos líderes, mostrar-lhes o descontentamento, mudar os votos nas urnas, acender corações e despertar os mais novos para a capacidade extrema que o Homem tem de se suplantar em momentos de crise.
Eu farei a minha parte, façam também a vossa para que a nossa casa se transforme no LAR que sempre deveria ter sido: libertário, fraternal, igualitário, amado, pacífico e onde todos sejamos mesmo iguais (nas diferenças)!!



24.5.17

não levanto bandeiras


Hoje tinha decidido não escrever, não que não me apeteça escrever, gosto tanto de contar estórias, é preciso estar muito desmotivada para não o querer fazer. Este blogue é muito pessoal, espelha-me a alma, retrata-me a vida, sublinha os gostares; dele é difícil esconder os sorrisos da mesma forma que é difícil esconder as lágrimas e as preocupações. Têm sido dias, semanas, tristes para o mundo, não se vê lideres fazer nada a não ser assumirem que os terroristas são uns bandidos sem escrúpulos... até aí... se são terroristas... Falar sobre estas coisas no blogue não é muito a minha onda, gosto que este seja um espaço feliz e motivador, gosto de deixar escritas coisas que acabam bem mesmo que comecem mal, é a minha forma de prepetuar as minhas memórias. Porém, às vezes, é inevitável.

Theresa May "esclarecia" o povo de que o ataque no concerto de Ariana Grande tinha sido escabroso e cobarde como qualquer ataque terrorista mas que este em especial, por ter deliberadamente sido destinado a crianças e adolescente inocentes, era doentio. O que abala mais uma nação? O que abala mais um povo? O que abala mais um pai? O ataque não foi destinado a crianças... o ataque foi destinado aos pais delas... quem tem filhos saberá o que falo. O que nos dói mais? Um golpe em nós ou um golpe nos nossos filhos? Os ataques são sempre dirigidos a quem tem poder de decisão os meios é que podem ser muitos e este, foi sem dúvida doentio, mas (infelizmente) eficaz.

O mal dos lideres e das pessoas em geral é nunca se conseguirem colocar no lugar do outro. Se calhar a solução não é encher, novamente, as ruas de soldados, se calhar a solução é tentar perceber o que se está a fazer de errado, o que se está a fazer para motivar este tipo de reações, para que mentes doentias cresçam e se propaguem como um vírus. O autor do ataque é supostamente também ele um jovem, um jovem manipulado, como são a maioria das pessoas e jovens hoje em dia, ou não fosse o jogo da Baleira Azul um "êxito".

Todos os atos terroristas são condenáveis mas é igualmente condenável a forma como se continua a manipular as pessoas no sentido da guerra, da guerra ao terrorismo, seremos nós menos terroristas?

Vivo em Inglaterra e temo pelo meu futuro e segurança aqui, temo em especial pelas minhas filhas. Temo cada dia que o meu marido sai para trabalhar em Londres, evito ajuntamentos, fico em casa em dias de confusão, não quero viver com medo mas a cada dia que passa me questiono se não estaria melhor num canto mais reservado de Portugal, onde as minhas filhas pudessem correr livres sem que uma bomba lhes caia aos pés.
Tenho plena consciência de que sou uma cidadã do mundo acima de tudo, não levanto bandeiras, tenho-as no coração, não mudo perfis, não estou com este ou com aquele país em nenhum momento particular mas sou talvez das que mais chora o negro em que se está a tornar o presente, a escuridão em que mergulhamos o futuro. Não levanto bandeiras mas quero ainda acreditar que somos todos feitos da mesma massa, que um dia far-se-á luz na cabeça e calor no coração da humanidade.

[imagem]