24.7.17

monday mood

um ♥ dois ♥ três
 
Das lições que recebemos da vida as mais difíceis de aprender são as que refletem as nossas incertezas e inseguranças. Criamos muralhas ao nosso respeito, ao nosso querer e ao nosso ser. Fazemos o que é suposto e adiamos o que é desejado. Somos o que é exigido e esquecemos o que na verdade somos. Lamentamos a vida que construímos e enterramos aquela com que sonhamos.

Despertar é mais do que uma simples necessidade. É o aquecer dos motores para a vida, é o acordar para ti. Quando perceberes que o objetivo da vida é manteres a tua própria identidade, entenderás finalmente que esse sim, será o teu maior desafio. É nele que deves derreter as tuas energias e por ele que deves acordar... para te amares.

20.7.17

+ que mera sobrevivência [imperfeições alheias]

Não é fácil contornar as notícias diárias que a televisão teima em mostrar sempre pelo lado negro, ouvir mais uma catástrofe, mais um acidente, mais pessoas morrendo de fome, mais um teatro de guerra destruído e mais floresta ardida, gente sem casa e outros cenários de sangue e maldição.
Não é tarefa rápida nem segura conseguir abstrair nossa mente de tanta falha humana, de tanto choro do planeta terra que se insurge contra as agressões que se acumulam na biosfera; e não é seguramente difícil deixarmo-nos desiludir, perdermos o rumo, desistirmos de ser feliz em todas as ocasiões.

Mas o que necessitamos de entender a cada hora que passa, a cada cabelo que embranquece, a cada ruga que surge, a cada pedaço de pele que envelhece é que a vida não espera pela altura em que estejamos preparados para a verdadeira mudança; a vida empurra-nos para caminhos encruzilhados com o propósito de nos abanar, de nos fazer pensar no melhor passo a dar para a descoberta mágica da simplicidade das coisas. Não é viver que é difícil mas sim dedicar-lhe alma e coração, todos sabemos sobreviver aos dias respirando e alimentando o corpo mas poucos sabem transformar tal energia em pedaços de céu estrelado e vestir o corpo de bondade, de festa.
A vida é uma passagem, uma ponte que atravessamos em direcção ao desconhecido e que tem quilómetros contados embora não os possamos visualizar; esta incógnita que pendula sobre nossas cabeças deveria ser o mote bastante para não nos aterrorizarmos com o mal, para nos mantermos sãos e em uníssono com a natureza que nos criou, para não destruirmos a casa que decidiu albergar-nos sem pedir em troca mais que cuidado e compaixão.

O acto de viver com tempo contado teria de ser a arma utilizada na construção de sonhos, na fraternidade entre povos, na compreensão de ideais diferentes; seríamos eficazes como estandarte de uma inteligência posta apenas ao serviço do sorriso, da liberdade, se não deixássemos nosso cérebro ser domado pela sede de poder materialista. Ao longo de séculos os homens corroeram-se, destituíram-se da racionalidade que os deveria distinguir dos outros animais, aprisionaram-se, maldisseram seus antecessores, destruíram ideais e dizimaram-se em troca de territórios, de dinheiros e estatutos socioeconómicos.

Mas o que hoje vos quero mesmo contar vai para além do que deveria ser viver, disso já vos escrevi aqui , vai de encontro à estória da mulher que um dia acordou, se olhou no espelho e percebeu que metade da sua vida já estava contada nas marcas do corpo, nos primeiros cabelos brancos e nas primeiras rídulas ao redor do olhar; uma mulher de ar jovial e olhar triste mas de sorriso fácil e captado com ligeireza pelos olhares atentos dos seus, uma mulher desiludida com seu passado por se ter submetido demais às vontades alheias e não ter gostado mais de si como sempre lhe aconselhara sua mãe, sábia e lutadora. Até ao dia em que o espelho lhe indicou a única arma que precisava utilizar para reverter dias difíceis, noites solitárias, convívios ensossos, a arma de ser fiel a si, de acreditar em si, de sonhar-se a si.
Sabemos que não é fácil modificar padrões de vida, que não acordamos de repente uma outra pessoa e nem o mundo desperta completamente cor-de-rosa onde todos sorriem e onde não há vislumbre de maus exemplos, más pessoas. Mas posso-vos dizer com a certeza de estar aqui que tudo o que necessitamos para mudar é de acreditar. Acreditar no nosso íntimo, escutar a nossa intuição, despertar as armas secretas com que nascemos dotados e perseguir todo e qualquer sonho por mais disparatado que possa parecer é tarefa mais simples que se julga porque é algo inato ao ser-se humano.

A proliferação dos desvios que temos visto ocorrer nas sociedades, para que o mal semeie e se multiplique, não é inevitável nem marca da génese humana mas sim apenas produto daqueles que deixaram há muito de crer, de sonhar, de ser criança de coração, de amar e de se vestir de coragem. A coragem de nos enxergarmos, de nos ouvirmos, de nos transfigurarmos em nosso melhor poder é a arma que nos livra de dissabores, de mortes precoces, de dias cinzentos, de desamores fatais; a coragem de sermos magia de outrem, de vestirmos os corpos de sorrisos e abraços e a coragem final de aceitarmos que só com fé em nós primeiro poderemos encetar pela única estrada que a vida premeia: a estrada da magia de ser humano!  

 Posso-te dar um conselho? – então fecha os olhos, inspira e expira todo e qualquer dia cansado, ouve apenas o bater do teu coração, assimila todo e qualquer sonho por realizar, visualiza-te a sorrir, engrandece a imagem que tens de ti; abre os olhos e deixa o espelho devolver-te a magia que deixaste cair ao longo dos dias mais difíceis, concentra-te em ti, abre os braços e abraça-te porque apenas contigo terás de ajustar contas.
Sentes-te melhor? – é apenas o primeiro passo para que de hoje em diante sejas como a mulher de que falei, mais crente de que não é difícil viver se o fizeres com ajuda da única arma que necessitas: a crença em Ti!

por Nádya Prazeres

18.7.17

bastidores do trabalho ♥ brandless berta

Brandless Berta é uma das marcas da Helena Ribeiro. Quem é a Helena Ribeiro? É isto... este sorriso livre e esta enorme força de viver. Não conheço pessoalmente esta mulher coragem mas trocamos tantas gargalhadas juntas que esta é mesmo a melhor imagem que faço/tenho dela. Não há barreira grande demais, nem criatividade que fique por concretizar, não existem vitórias fáceis nem celebrações por festejar. Helena é vida, é sol e é mar e é, toda ela, esta marca que talha com o coração nas agulhas que tem nas mãos. Às vezes não precisamos mais do que um sofá para montar o nosso próprio negócio.
Sou a Helena, tenho 42 anos, vivo em Coimbra com o amor da minha vida, o meu filho.
Sou licenciada em Arquitetura, vim para Coimbra tirar o curso e nunca mais fui embora.
Não exerço arquitetura, nunca exerci, por uma questão de falta de oportunidade. Acabei o curso já integrada na função pública, o que me levou pela vertente mais burocrática da especialidade.
Talvez por isso sempre tenho sentido uma necessidade extra de criar, de estimular a imaginação, de aprender cerâmica, fotografia, programas informáticos, técnicas de trabalho em acrílico... um sem número de coisas.
O trabalho em acrílico, todo manual, é uma coisa que me absorve muito e, exigindo que trabalhe num espaço próprio, fica mais complicadoo com o meu filho ainda pequeno. Comecei então a procurar uma forma criativa de me expressar que pudesse fazer sentada no sofá, com ele ao pé, o croché pareceu-me ideal.


O croché apareceu na minha vida relativamente cedo. Aprendi a fazer croché com a minha avó, nas minhas férias de verão, por volta dos sete anos. Em todas a férias de Verão lá aprendia a fazer mais um ponto, um truque, uma peça... tanto com a minha avó como com a minha mãe, tanto croché como tricô ou até bordar. Não me lembro quando parei, mas sei que passaram-se anos sem fazer fosse o que fosse.
Foi então que, com o nascimento do meu filho, voltei às origens com o ponto de cruz nos babetes e as mantas em croché.
Com este interesse renovado, comecei a pesquisar e fiquei maravilhada com os novos artigos de joalharia em croché, comecei a procurar modelos para mim mas não encontrei nada como queria, foi então que resolvi desenhar e fazer eu própria as minhas peças dando origem aos pequenos brincos em ponto pipoca, claro que com muito faz e desfaz pelo meio até conseguir a imagem e forma desejada. Daí para os alfinetes foi um salto.
Mais tarde enveredei pelo mundo do amigurumi, do croché japonês, das maravilhosas revistas japonesas. E, além de fazer algumas peças de vestuário para mim, comecei a fazer miniaturas de vegetais, fungos e frutos.

Nunca sigo instruções sem inventar, acrescentar, retirar, desmanchar e refazer.

Depois de me separar do pai do meu filho fiquei no desemprego, todos os planos que tinha para lançar um negócio próprio, já com uma máquina de corte e gravação a laser que entretanto adquiri, foram por água abaixo.
No ano passado voltei ao croché, e fiz dois biquínis para mim, uma curiosidade minha que já estava para satisfazer há algum tempo mas que só tive coragem quando perdi o peso físico que tinha a mais. No entanto, só há poucos meses, numa situação de vida menos positiva, é que parei para pensar: "o que poderei eu fazer para conseguir dinheiro para pagar as contas". Foi quando me lembrei do meu biquíni feito o ano passado e tão cobiçado pelas amigas. Como já tinha uma amiga que me tinha pedido um comecei por fazer o dela que ficou uma verdadeira delicia. Desde esse as minhas mãos não têm parado.
Tenho modelos em que uso os esquemas que encontro na internet, que tem sido grande fonte de inspiração, tenho outros que são 100% criações minhas.
Estou sempre atenta aos modelos das coleções atuais porque qualquer forma, modelo ou imagem são inspiração para novas ideias e designs.

A marca está a crescer e a solidificar-se com a ajuda das amigas e conhecidas, desafiando-me para criar novas e diferentes peças, as contas têm sido pagas. Porém, para crescer com consistência há que fazer chegar o meu produto a novas clientes. Toda a divulgação é muito bem-vinda e, se por acaso gostarias de ter uma peça única feita à tua medida, não hesites em contactar-me pelo facebook ou através da minha loja etsy. Segue-me também no instagram e torce por mim ♥
[todas as imagens]

17.7.17

monday mood

um ♥ dois três
Às vezes é mais difícil. Às vezes as estradas parecem nunca ter saída e as saídas parecem nunca ter fim. Às vezes os planos são inúmeras vezes falíveis e as soluções vão se esgotando. Às vezes as corridas fazem-se descalços, as distâncias alongam-se e o cansaço vence mas também, às vezes, descobrimos que não corremos sozinhos e que em jeito de estafetas as distâncias encurtam e as metas alcançam-se com menos dor.